Cuidados Faciais Diários

Oi, tudo bem?

Hoje é o dia de retorno aqui no blog, depois de ter passado por uns meses me dedicando a outros projetos e descansando um pouquinho.

Decidi recomeçar pagando uma “dívida” que eu tenho com alguns leitores, sobre os produtos que eu uso para o cuidado facial diário.

Desde os posts sobre meu diagnóstico de dermatite perioral e sobre o que as pessoas com dermatite, rosácea e pele sensível devem evitar, recebo inúmeras vezes perguntas com “O que você usa no rosto para ‘isso’?”, “O que você uso no rosto para ‘aquilo’?”…

Quero deixar claro que não é um post com resenha desses produtos. Há os que eu já resenhei em algum momento e outros que eu ainda pretendo escrever, mas hoje é apenas para tirar as dúvidas que vêm surgindo por parte dos leitores e leitoras.

Além disso, o que eu estou colocando aqui são os produtos que deram certo no meu caso. Não significa que vão funcionar para todo mundo nem que são os únicos que podem ser usados por quem tem ou já teve dermatite, tem rosácea ou pele sensível. Eu experimentei muitos produtos desde que comecei a ter problemas com a minha pele do rosto e hoje me agarro com unhas e dentes aos poucos que não brigam com a minha pele.

Limpeza facial

Sabonete líquido facial formulado por dermatologista com:

  • Sulfacetamida Sódica – 2%
  • Enxofre – 1%
  • Sabonete líquido perolado – 100g

Com a receita em mãos, é só mandar fazer em um laboratório de manipulação.

Não uso nenhum outro tipo de sabonete no rosto. Tentei Cetaphil e Normaderm, por indicação de um médico dermatologista, mas minha pele não tolerou nenhum dos dois produtos e mesmo o Epidrat Sensi, da Mantecorp, que eu já usava antes do problema, não posso mais usar.

Esfoliação facial

Eu já mencionei várias vezes que quem tem pele sensível deve evitar esfoliação, principalmente intensiva. Porém, vez ou outra, precisamos esfoliar a pele levemente para limpar melhor os poros e evitar mais irritação.

Eu experimentei vários produtos depois do problema com a minha pele, mas gostei bastante de apenas dois até hoje:

  • Dermotivin Scrub Sabonete Cremoso Esfoliante, da Galderma. Clique aqui para fazer uma pesquisa de preços em lojas virtuais.
  • Facial Mask Exfoliating, da Exsicata. Já escrevi uma resenha aqui.

O Dermotivin Scrub é mais eficaz nas áreas em que eu tenho cravos (nariz, o comecinho da testa, entre as sobrancelhas, e o queixo). Já o Facial Mask Exfoliating é maravilhoso para o rosto todo pois além de esfoliar, hidrata, sem agredir e sem irritar.

Tonificação da pele

Tônico facial nem pensar! Quem tem pele sensível ou qualquer problema que sensibilize a pele não deve usar tônicos.

Proteção solar

Eu usei duas fórmulas diferentes desenvolvidas pela minha ex-dermatologista e atualmente uso um produto industrializado.

A primeira fórmula era o seguinte:

  • FPS 30
  • Fatores de crescimento 5%
  • Aquaporine active 5%
  • Gel anidro – 30g
  • sem essência

A segunda fórmula:

  • FPS 30
  • Ceramidas III 0,5%
  • Vitamina E 1%
  • Emulsão seda – 40g
  • sem essência

Eu gostava muito mais da primeira fórmula. A segunda não era absorvida tão rápido pela minha pele e, quando eu usava maquiagem, o protetor solar ficava esfarelando embaixo da base e era muito irritante.

Como a minha então dermatologista não trabalha mais na área médica e é preciso receita para enviar à farmácia de manipulação, eu acabei testando um produto industrializado e me adaptei muito bem a ele.

  • Sun Fluid Mattifying Facial FPS 60, da Eucerin. Clique aqui para pesquisar preços em lojas virtuais.

Embora ele seja matificante, indicado para peles oleosas, ele funciona muito bem na minha pele seca, sem ressecá-la ainda mais. Não irrita a pele e não fica esfarelando embaixo da maquiagem.

Hidratação facial

Eu comecei usando um produto formulado logo depois da dermatite, que tinha a seguinte fórmula:

  • Ceramida III 0,5
  • Avenolat 3%
  • Vitamina C 5%
  • Loção seda – 30ml

Eu gostava muito da textura dessa fórmula, mas minha pele nunca se deu muito bem com vitamina C aplicada diretamente. Assim, quando acabou a primeira bisnaga, eu questionei a dermatologista e ela disse que eu poderia usar outros hidratantes faciais específicos para pele sensível.

Os que eu gosto e acabo intercalando o uso são:

  • Epidrat Rosto FPS 15 ou FPS30, da Mantecorp. Já usava esse hidratante bem antes da dermatite e falei dele aqui. Para pesquisar preços em lojas virtuais, clique aqui.
  • Toleriane Soin Protecteur Apaisant, da La Roche-Posay.
  • Redukine AD, da Ada Tina. Tem resenha do produto aqui. Para pesquisar preços, clique aqui.
  • Calmance, da Roc.

Eu não tenho um preferido. Gosto de todos eles. O Calmance da Roc, porém, eu não consigo mais encontrar em lugar algum. O Toleriane também anda sumido do mercado brasileiro, só tenho visto o demaquilante.

Eu uso hidratante apenas à noite, e basicamente eu distribuo o uso das opções acima da seguinte forma:

  • Epidrat Rosto para quando vou usar maquiagem.
  • Toleriane à noite, antes de dormir, quando a pele está calma.
  • Calmance ou Redukine AD nos dias em que a pele está irritada ou ameaçando se “rebelar” (risos).

Cremes anti-idade

Bem… aqui a coisa complica. Até hoje não consegui me adaptar com nenhum creme anti-sinais que já experimentei. Mesmo os de marcas famosas, conhecidas mundialmente por fabricarem produtos hipoalergênicos, como a Avéne, causam irritação, coceira e minha pele fica extremamente vermelha.

Essa é uma particularidade da minha pele. Se você tem pele sensível, pode ser que consiga se adaptar a algum produto, possivelmente até seja o mesmo que algum dos que eu já usei. Porém, nas minhas experiências, nenhum funcionou.

Maquiagem e Demaquilante

É preciso deixar claro uma coisa: eu não uso maquiagem diariamente, no máximo duas vezes por semana e, portanto, minha pele fica pouco tempo em contato com produtos de maquiagem, o que diminui a probabilidade de irritações causadas por esses cosméticos.

Se você precisa usar maquiagem diariamente, dê preferência à produtos minerais. São mais caros, mas a probabilidade de irritação é infinitamente menor.

Se não for possível, leia a formulação e não utilize caso tenha algum dos componentes mencionados neste post.

Como eu disse, já que não uso diariamente, o que eu faço é evitar os componentes que podem causar irritação e, quando sei que vou precisar ficar muitas horas maquiada, uso produtos minerais. Uma boa dica, nacional, com um preço mais acessível que as opções importadas, é a Base Mineral Make B. d’O Boticário.

Para demaquilar o rosto eu uso, com tranquilidade:

  • Solutions Clean Creme Removedor de Maquiagem, da Avon. Tem resenha aqui.
  • Make Up Remover Loção para Remover Maquiagem dos Olhos, da Avon.
  • Toleriane Dermo-Nettoyant, da La Roche-Posay. Clique aqui para pesquisar preços em lojas virtuais.

Gosto dos três igualmente, mas o com o preço mais em conta é o Make Up Remover da Avon que, apesar de ser um demaquilante específico para a área dos olhos, eu uso no rosto inteiro há muito tempo e nunca tive qualquer tipo de problema com ele.

Observação: eu sempre uso o demaquilante e depois de ter removido totalmente a maquiagem, lavo o rosto com o meu sabonete líquido formulado. Minha pele não “aceita” muito bem apenas o enxágue com água. Alguns demaquilantes ainda indicam que não é necessário enxaguar e isso também não funciona no meu rosto. Prefiro sempre demaquilar e lavar em seguida, removendo todos os resíduos, tanto da maquiagem quanto do demaquilante.

Outros produtos que podem ajudar

Cicaplast, da La Roche-Posay.

Pode ser muito útil para a recuperação da pele com dermatite recém-tratada, quando ela fica mais fina, avermelhada, ressecada e repuxando. A função do produto é acelerar o processo de recuperação e cicatrização da pele e é indicado para ser usado após procedimentos cirúrgicos ou dermatológicos, como o peeling

Existe também a versão mais recente, chamada Cicaplast Baume B5. Porém, essa versão contém panthenol, componente que tornou-se proibido para mim depois do problema, mas que tem ótimos resultados para muitas pessoas. 

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Azelan Gel 150mg/g (ácido azeláico), da Bayer. É um produto excelente, com preço acessível e que pode ser encontrado na maioria das farmácias. Apesar de ser vendido sem receituário médico, é importante consultar um médico dermatologista para que ele possa lhe dizer se o produto pode ser usado na sua pele. É um medicamento relativamente novo, que vem sendo utilizado para tratamento tópico de dermatite, rosácea, acne e até mesmo para pequenas linhas de expressão, já que causa uma leve descamação da pele. 

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Água Termal, da Vichy. Existem de outras marcas, como Avene e La Roche Posay. A da Vichy foi a primeira que eu comprei, gostei dela e não experimentei nenhuma outra, mas todas elas têm efeito calmante e hidratante. Se deixadas na geladeira (não pode ser no freezer), funcionam ainda melhor, pois a temperatura baixa acalma a pele. Uso sempre que a pele está irritada, geralmente à noite, após lavar o rosto. Uso o spray no rosto todo e deixo secar naturalmente, dispensando o uso do hidratante. Na manhã seguinte, a pele fica calma e suavizada.

Não é um produto barato, mas dura bastante e vale cada centavo. A média de preço do produto da marca Vichy é de R$ 40,00* a embalagem com 150ml. Mas as fabricantes geralmente fazem em dois tamanhos. Então é possível comprar uma embalagem menor, mais em conta, para experimentar, antes de investir na embalagem maior.

Clique aqui para pesquisar preços de águas termais em lojas virtuais.

É isso, pessoal. São os únicos produtos para o rosto que eu utilizo atualmente sem ter problemas ou reações indesejadas.

Para hidratação dos lábios, eu uso vários produtos, contanto que eles não tenham os componentes citados aqui.

Espero que este conteúdo ajude um pouco mais quem sofre com pele sensível. 🙂

Beijocas e até o próximo post.

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(*) Preço médio pesquisado na data deste post. Pode sofrer alterações.

Pele sensível, rosácea, dermatite… saiba o que evitar nesses casos.

Oi, tudo bem?

Preciso me acostumar sem o “meninas” nessa frase… há muitos meninos que seguem o blog, principalmente nestes posts específicos sobre problemas de pele. 🙂

Desde o post sobre dermatite perioral, recebo muitos comentários e e-mails com dúvidas: Afinal, o que devo evitar? O que você usa no sexsto após o problema? É difícil responder porque as pessoas esperam uma solução e o problema é complicado, envolve uma série de fatores, e o que funciona para mim não funciona para outra pessoa e vice-versa.

E, por favor, lembrem-se: eu não sou médica! O que eu sei está relacionado com a minha experiência com o problema e as infinitas pesquisas que eu fiz até encontrar o diagnóstico correto.

De qualquer forma, resolvi escrever um artigo sobre o que eu tenho evitado desde então, no intuito de poder ajudar um pouco mais.

Há alguns pontos específicos, claro. Não dá para generalizar. Eu, por exemplo, não posso mais utilizar produtos com panthenol, a não ser quando o componente está no produto em pequena concentração, ou quando é um produto para os cabelos. Em produtos do tipo leave-in, quando há panthenol, eu aplico e em seguida lavo as mãos, para não ter um contato maior. Bepantol, que eu sempre usei para hidratar as cutículas e os lábios, não posso nem chegar perto. Alguns esmaltes também contém a substância, que é “da família” das vitaminas do complexo B, e eu tive que deixar de usá-los.

Mas, no geral, os componentes que eu vou citar neste posts valem tanto para quem tem rosácea, quanto para quem tem pele sensível ou qualquer tipo de dermatite, incluindo a perioral. O que tem uma coisa a ver com a outra? T-U-D-O! Todos os problemas deixam a pele muito mais sensibilizada a uma série de fatores. Além disso, os tratamentos das dermatites e para controle da rosácea são basicamente os mesmos.

É muito chato ter que ficar verificando os componentes dos produtos, eu sei, mas garanto que vale o esforço.

Componentes que devem ser evitados nos produtos cosméticos em geral, não apenas nas regiões afetadas pelo problema, mas em todo o corpo:

  • perfume e fragrância – Não é válido para todos os produtos, já usei alguns com fragrância que não me deram problema. Mas convém observar com atenção. Se você tem o hábito de usar um produto e percebe que o problema sempre reaparece, confira a lista de componentes. Se houver perfume (parfum, fragrance) na composição, evite. Perfumes e colônias podem ser utilizados com cautela, mas nunca próximos ao rosto.
  • álcool – Existem muitos tipos de alcoóis utilizados em produtos cosméticos que são gorduras, como o stearic alcohol, cuja função é ajudar a água a se misturar com os outros componentes do produto. O que se deve evitar é o álcool comum (álcool etílico, SH alcohol, ethyl alcohol, isopropyl alcohol e denatured alcohol).
  • arnica – Existem várias espécies, mas todas elas têm a palavra arnica em seus nomes científicos, por exemplo: Arnica acaulis, Arnica alpina etc.
  • bálsamo (Sedum dendroideum).
  • bergamota (Citrus auratium bergamia).
  • cânfora (Cinnamomun comphora, camphor).
  • canela (Cinnamomum zeylanicum).
  • extratos de frutas cítricas como laranja e limão – atente para a palavra citrus em seus nomes científicos, por exemplo: Citrus sinensis extract, Citrus aurantifolia extract etc.
  • eucalipto (Eucalyptus globulus)
  • lavanda – Existem várias espécies, mas todas elas têm a palavra Lavandula em seus nomes científicos, por exemplo: Lavandula officinallis, Lavandula angustifolia etc.
  • mamão (Carica papaya).
  • menta ou mentol – Existem várias espécies. Atente para a palavra Mentha nos nomes científicos, por exemplo: Mentha piperita, Mentha spicata etc. Também pode aparecer como menthol.
  • óleo e outros derivados de coco (atenção para o Sodium c14-16, que pode ser derivado do coco e também pode aparecer na formulação como Sodium C14-16 Olefin Sulfonate). Outros componentes como o TEA-lauryl sulfate ou Triethanolamine Lauryl Sulfate ou Sodium Lauryl Sulfate são extraídos de um ácido que advém do coco.
  • hamamélis (witch hazel) – O nome científico pode aparecer como Hamamelis virginiana ou Hamamelis virginica.
  • alguns ácidos – ascórbico (Ascorbic acid), acético ou etanóico (Acetic acid) , úrico (Uric acid), benzoico ou benzeno monocarboxílico (Benzoic acid, benzene carboxylic acid), ácido cinâmico (Cinnamic Acid), ácido láctico (Lactic Acid), ácido mirístico (Myristic Acid).
  • Substâncias presentes em protetores solares e outros produtos com fator de proteção solar:
    • avobenzona (Butyl methoxydibenzoyl-methan, Avobenzone, Dibenzoilmetano butil metoxi, 4-T-Butil-4-metoxi-dibenzoilmetano);
    • benzofenona ou oxibenzona (benzophenone);
    • actil metoxicinamato ou metoxicinamato de octilo(a) (Octyl methoxycinamate);
    • metoxidibenzoilmetano butilo (Butil metoxidibenzoilmetano);
    • cânfora metilbenzilideno (Metilbenzilideno Cânfora);
    • fenilbenzimidazol sulfônico (Phenylbenzimidazole sulfonic acid).

Atenção! Não deixe nunca de usar filtro solar. Ele é muito importante no cuidado diário de todos, especialmente as pessoas que têm problemas de pele. Escolha os produtos com agentes filtros solares físicos, como o óxido de zinco ou o dióxido de titânio.

  • parabenos (methyparaben, ethylparaben, propylparaben, butylparaben… todos os parabenos têm a terminação paraben no nome).

Alimentos e hábitos a serem evitados e, se possível, excluídos:

  • Alimentos ou bebidas muito quentes.
  • Alimentos picantes e/ou condimentados.
  • Álcool – assim como os alimentos condimentados e/ou picantes, causam vaso dilatação e podem deixar a pele irritada ainda mais vermelha e sensível.
  • Temperaturas extremas – inclusive o “entra e sai” de ambientes com ar condicionado, manter o rosto muito próximo do fogão ou forno acesos.
  • Exposição solar sem um alto fator de proteção.
  • Stress, raiva.
  • Exercícios extenuantes – se não for possível, procure lavar o rosto com água várias vezes durante o exercício, o sal do suor sensibiliza a pele.
  • Banhos quentes e saunas.
  • Banhos em piscinas com muito cloro.
  • Corticóides ou corticosteróides – fuja deles! Passe há anos-luz de todos, tópicos, via oral, injetáveis… São usados em medicamentos e muitas vezes receitados por médicos que não foram capazes de fazer um diagnóstico correto. Esses componentes enganam, causam uma melhora quase que instantânea, e assim que você deixa de utilizá-los, as crises voltam ainda piores. Se seu médico prescreveu um medicamento com esse tipo de componente, antes de usá-lo, procure uma segunda opinião. “O seguro morreu de velho”, já dizia minha avó.
  • Medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos – atenção aos medicamentos para pressão arterial.
  • Tônicos faciais – além de conter álcool, eles retiram a oleosidade natural da pele, deixando-a ressecada e ainda mais sensível.
  • Esfoliantes faciais – salvo em raríssimos casos, a maior parte deles é muito agressivo e remove a camada protetora da pele, deixando-a mais fina e mais sensível.
  • Esmaltes e outros produtos que contenham tolueno (toluen, fenilmetano, metilbenzeno, toluol), dibutyl (Di-n-butyl phthalate, Butyl phthalate, n-Butyl phthalate, 1,2-Benzenedicarboxylic acid dibutyl ester, o-Benzenedicarboxylic acid dibutyl ester, DBP, Palatinol C, Elaol) e formol (Formaldehyde, Methanal, Methyl aldehyde, Methylene glycol, Methylene oxide, Formalin, Formol). Para facilitar, a maior parte das fabricantes que não utilizam essas substâncias usam o termo “3 free” em suas embalagens. A Colorama não usa este termo em suas embalagens, mas todos os seus produtos são livres destas substâncias desde 2007. Os esmaltes da Ludurana também são 3 free. Todos os esmaltes que aparecem nos posts aqui do blog a partir de janeiro de 2012 também são livres dessas substâncias.

Conselhos que ajudam a diminuir a irritação:

  • Use cremes de limpeza e sabonetes suaves.
  • Não deixe de usar protetor solar com FPS 15 ou superior, mesmo que você vá ficar dentro de casa.
  • Dê preferência às maquiagens minerais.
  • Use hidratantes com antioxidantes em sua fórmula.
  • Consulte um dermatologista e pergunte se pode utilizar produtos com ácido azeláico e ácido salicílico. Existem produtos prontos com esses componentes, à venda em farmácias, mas se seu médico puder formulá-los, um tanto melhor.
  • Crie o hábito de usar água termal, principalmente nos ápices das crises. São caras, sim, não posso discordar, mas duram bastante e você não precisa tomar banho com elas. Uma ou duas aplicações ao dia ajudam bastante.

Tratamentos utilizados com maior frequência (devem ser prescritos por um médico):

  • Metronidazol (ou os seus genéricos);
  • Ácido Azelaico;
  • Preparações com enxofre;
  • Pimecrolimo;
  • Adapalene (ou Differin);
  • Peróxido de Benzoíla (peróxido com eritromicina);
  • Antibióticos orais (tetraciclina) prescrito em combinação com tratamentos tópicos;
  • Isotretinoína;
  • Tratamentos com Laser e Luz Intensa Pulsada.

Não é possível afirmar com certeza qual o tratamento funcionará em cada caso. Nem os médicos conseguem. São necessárias várias tentativas, no velho método de “erro e acerto” até chegar na forma que resolverá o seu problema. Para mim, o que resolveu foi Limeciclina (tetraciclina presente no Tetralysal), aliada com o uso tópico de produtos com enxofre (no sabonete líquido formulado pela dermatologista) e ácido azelaico (Azelan). Metronidazol (Rozex) e Pimecrolimo (Elidel) foram tentados, mas minha pele parecia que pegava fogo e só piorou a situação.

No próximo post sobre o assunto, falarei um pouquinho sobre os produtos faciais que eu uso atualmente. Até lá, espero que este post possa ajudar vocês um pouquinho mais. 🙂

Beijocas e até o próximo post.

Rosácea x Dermatite Perioral: O que eu aprendi com um diagnóstico errado…

Olá, meninas, etraudo bem?

O post de hoje é bem ‘técnico’, eu acho… mas eu decidi escrevê-lo pois passei por hoguns problemas de pele, incluindo um diagnóstico errado, e notei a escassez e controvérsias de informações a respeito na internet. Imagino que outras pessoas com o mesmo problema tenham feito buscas desesperadas por respostas, assim como eu, então acredito que meu ‘depoimento’ possa ajudá-las.

Vamos começar voltando uns 12 anos, para que a situação fique melhor explicada.

Quando eu tinha 21 anos (hoje estou com 33), procurei a ajuda de uma dermatologista pois tinha uma problema sério de acne severa (aquelas espinhas internas, popularmente chamadas de ‘acne cística’), e fui determinada a pedir um tratamento com Roacutan (medicamento da Roche à base de Isotretinoína). Realizei o tratamento durante seis meses, sem grandes problemas (minha única reação ao remédio foi o ressecamento dos lábios) e acabamos descobrindo que o que causava o meu problema com a acne era o excesso de medicação com vitaminas do complexo B (na verdade, a maior parte das pessoas desenvolve esse tipo de acne quando ingere vitaminas do complexo B em excesso e nem sabe). De qualquer forma, o caso já estava avançado e não regrediria sozinho. O meu problema estava relacionado com o uso de Dramin B6.

Terminei o tratamento e minha pele ficou 100%, salvo uma espinha ou outra que eventualmente aparecia no período menstrual, o que é perfeitamente comum.

Há coisa de um ano, mais ou menos, comecei a notar que minha pele da bochecha direita ficava muito avermelhada em determinados períodos do dia, e algumas vezes ficava dias sem a vermelhidão. Cheguei a ir à dermatologista, e ela me disse que eu estava com a pele sensível ao frio (era inverno) e me receitou o uso da pomada Advantan (por no máximo 7 dias) e protetor solar, sempre.

O quadro melhorou por alguns meses mas voltou a aparecer com muita intensidade em Janeiro deste ano, acompanhado de pequenas ‘bolinhas’ na pele, nas regiões do queixo, buço e entre as sobrancelhas. Essas ‘bolinhas’ eram bem parecidas com espinhas, mas não inflamavam internamente, acumulando o pus que sempre acompanha uma espinha ‘comum’. Na época, eu utilizava um ácido formulado, receitado pela dermatologista para diminuição do aparecimento de sinais de expressão (nome bonito pra anti-rugas… risos), que continha um corticóide e notei que, quando eu usava esse ácido as bolinhas sumiam, quando eu deixava de usar, elas voltavam. Mas, por ser corticóide, não é aconselhável o uso deste ácido por longos períodos, e eu fiquei me questionando como poderia parar com o creme se eu ficava com a pele com esse problema sempre que descontinuava o uso.

Bem, lá fui eu consultar uma dermatologista (que não foi a mesma que me receitou Roacutan há anos, porque na ocasião ela atendia o meu convênio e agora ela só atende particular – e a consulta é cara). A médica então me disse que aqueles sintomas eram de rosácea (uma doença de pele sem cura, que tem apenas controle, que os médicos não sabem por que aparece, e que mesmo o tal ‘controle’ é difícil e à base de medicamentos caros que nada mais são que antibióticos. Como não se sabe o que causa a rosácea, não existem medicamentos específicos, e o tratamento se resume ao uso combinado de antibióticos orais e tópicos (para passar diretamente na pele).

Voltei pra casa muito desanimada porque já tinha lido sobre rosácea e sabia que, tendo esse diagnóstico, teria de conviver com crises o resto da vida. É fato que muitas pessoas portadoras da doença sofrem com crises de depressão, pois há dias em que a pele fica tão vermelha e com tantas dessas bolinhas – chamadas de pústulas – que a gente não quer nem se olhar no espelho, quanto mais sair na rua e ver outras pessoas. Principalmente pela falta de informação sobre a doença, as outras pessoas tem receio de ser contagioso, ou olham para você com certo nojo, como se a causa do problema fosse falta de higiene ou algo assim. É realmente horrível e comigo não foi diferente.

A dermatologista então me disse para que eu parasse com o ácido com corticóide e passasse a usar Elidel (uma pomada antibiótica caríssima, que custa em média R$ 250,00 uma bisnaga com 30g) duas vezes ao dia e, apenas durante o dia, aplicasse o protetor solar (eu uso um formulado pela dermatologista – aquela do Roacutan) em seguida e então voltasse 30 dias depois. Para lavar o rosto, apenas Cetaphil Loção.

Foi aí que o meu pesadelo piorou. A pomada é densa e oleosa, obstrui os poros, e eu ganhei pelo menos uma espinha interna gigante por semana. Inflamava e doía, e mal uma tinha ido embora já aparecia outra. Além disso, as pústulas que antes eram bem pequenas e só apareciam no queixo e no buço, tomaram conta de todo o lado direito do meu rosto, que coçava, ardia, e ficava vermelho como um pimentão e cheio dessas ‘pseudo-espinhas’.

Retornei na dermatologista 30 dias depois e ela disse que reduziríamos o uso da Elidel para apenas uma vez ao dia, durante a noite, e durante o dia era para eu passar Effaclair Duo, da La Roche Posay.

Saí do consultório, passei na farmácia e comprei o tal creme.

Chegando em casa, lavei o rosto (pois havia passado protetor solar antes de sair de casa) e lá fui eu passar o Effaclair. Pra que? Era como seu eu tivesse passado álcool e ateado fogo… começou a coçar, ardeu, ficou muito vermelho e, mesmo depois de ter lavado o rosto novamente, para retirar o produto, levou horas até que a pele acalmasse (com a ajuda de caros mls de água termal).

No dia seguinte, marquei novamente consulta com a dermatologista, para a mesma semana.

Expliquei a situação e ela disse que então testaríamos o Normaderm, da Vichy. “Lá vamos nós com mais dinheiro jogado fora”, pensei eu. Mas por sorte ela tinha amostras grátis do Normaderm e me arrumou algumas para que eu nāo tivesse que comprar de novo e a minha pele não se adaptar.

Mais uma vez, fui pra casa, lavei o rosto, e passei o Normaderm como indicado. Dez minutos depois, a mesma reação do Effaclair.

Desisti desses creminhos e passei a aplicar a Elidel à noite e o protetor solar durante o dia e retornei à médica um mês depois.

Meu rosto melhorou e piorou várias vezes durante esse período, sem que eu entendesse e sem explicações da médica que, ao saber da reação negativa da minha pele ao Normaderm apenas me disse que eu teria que ‘continuar usando Elidel, e SÓ Elidel, até que minha pele deixasse de ter essas reações espontâneas’. Mais decepcionada que nunca, voltei pra casa decidida a procurar a outra dermatologista (a que eu citei no início deste post, responsável pelo meu tratamento com Roacutan), mesmo tendo de arcar com o valor salgado da consulta.

Chegando lá, expliquei toda a saga, dos sintomas iniciais, ao tratamento com Elidel e as crises recorrentes.

Ela achou muito o estranho o diagnóstico e partiu para uma observação mais detalhada, com aquelas lentes com iluminação que os dermatologistas usam para avaliar a situação e diagnosticou não rosácea, mas dermatite perioral, que leva esse nome por geralmente se concentrar na região em torno da boca mas que, sem tratamento, pode atingir todo o rosto. O que era quase o meu caso, pois todo o lado direito do meu rosto estava tomado pela inflamação.

(Update 23.Junho.2015: essa médica em questão não trabalha mais na área médica. Está atuando em outra área e não tem intenção de retornar à medicina. Não tenho outro médico dermatologista para indicar mas muitos foram citados por leitores nos comentários neste post. Caso queira indicações de médicos, por favor, pesquise nos comentários.)

E então partimos para o tratamento correto, com antibiótico oral (Tetralysal 500mg, um comprimido por dia, durante 3 meses), e dois produtos formulados, um sabonete líquido com sulfacetamida sódica e enxofre e um antibiótico tópico (para passar diretamente no rosto) com clindamicina, metronidazol, hidrocortisona e alfadisabolol. Todos esses medicamentos só são vendidos ou formulados com receita médica. Então, se você tem esse problema e gostaria de fazer o tratamento, precisa conversar com um bom dermatologista para que ele avalie o seu caso e te passe uma prescrição.

O antibiótico tópico contém, sim, corticoide, mas ele estava lá em baixa concentração e por um motivo: como eu havia usado corticoide durante muito tempo, a minha pele precisava passar por uma espécie de ‘desmame’ dessa substância. Assim, esse medicamento foi feito uma única vez, para ser usado até que acabasse, com corticoide em baixa concentração, para que então a minha pele pudesse voltar a ficar sadia sem o uso desse tipo de componente.

Ela também me orientou sobre produtos que geralmente causam esse tipo de dermatite, e os mais comuns são a pasta de dentes e esmaltes para as unhas.

Sobre os esmaltes para as unhas, expliquei a ela que eu sempre tinha usado toda e qualquer marca, desde os doze anos, quando comecei a fazer as unhas em casa, e nunca havia tido problemas e então veio a surpresa… Você pode ter usado o produto que for durante toda a sua vida e, de repente, passar a ter alergia. O organismo pode desenvolver uma alergia no decorrer dos anos, sem que você perceba.

E assim, eu excluí da minha vida todo e qualquer esmalte que não seja pelo menos 3free (3free é o termo utilizado para esmaltes livres de 3 substâncias prejudiciais e causadoras de alergia: tolueno, formaldeído (ou formol) e dybutil).

No meu caso houve outra questão… eu havia mudado a minha pasta de dentes há algum tempo, e quando puxei pela memória, notei que o problema havia começado justamente na época em que fiz a troca. Pesquisando sobre isso na internet, descobri até comunidades de pessoas com alergia à mesma pasta, cujo nome não vou citar, já que outras pessoas tiveram problemas judiciais com a marca depois de citá-la na Internet como fonte de alergia. O pessoal que teve problemas diz apenas ‘a pasta de dentes da embalagem azul’. É uma marca muito conceituada, que faz de fio dental a enxaguatório bucal. O resultado para os dentes pra mim foi ótimo, mas prejudicou a minha pele. Deixei de usá-la e voltei para a Close Up Whitening, que eu usava antes do problema aparecer.

O tratamento durou três meses, e embora a dermatite tenha sido curada, minha pele mudou radicalmente. Passou de mista para seca e sensível. Assim, alguns hábitos meus e produtos que eu usava tiveram que ser modificados. Os cremes que passo no rosto são formulados ou para pele extremamente sensível (Avene, Clinique ou a linha Toleriane da La Roche Posay), os esmaltes, como eu disse, pelo menos 3free, protetor solar, apenas físico, nunca químico.

Ou seja, é algo bem delicado e que varia muito de pessoa pra pessoa. Por isso é muito importante um diagnóstico correto e uma longa conversa com um bom dermatologista. Só um bom profissional pode ajudar a diagnosticar corretamente e prescrever o melhor tratamento para o seu caso.

Se você tiver alguma dúvida, fique à vontade para perguntar. Relembrando que eu não sou médica, mas se a sua questão for sobre sintomas ou efeitos colaterais do meu tratamento, por exemplo, podemos trocar experiências.

Quem já passou por esse problema, ou ainda passa, ou até mesmo sofre de rosácea, sabe que é uma causa de depressão quase constante, principalmente para quem tem o mínimo de vaidade, e não há muito espaço pra conversar sobre o assunto, nem mesmo na internet. Procurei por vários logo que fui diagnosticada erroneamente como portadora de rosácea e só encontrei fóruns muito antigos, sem informações atualizadas.

É isso, meninas. Desculpem o post enorme e só com “blá-blá-blá”, mas eu acho que informação nunca é demais.

Beijocas a todas e até amanhã com as unhas da semana. 😉

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